sábado, 1 de maio de 2010

Gente Viva diz poesia em Abril

No auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira comemorou-se o 25 de Abril com poesia.

sábado, 24 de abril de 2010

Dia 23 Abril = Dia do Livro = Exposição G.V.

Este é um dia muito especial. É o dia do livro e o primeiro dia da primeira Exposição do Gente Viva.

Convidamos a visitar a exposição no Palácio da Quinta da Piedade.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sexta feira Santa

Sexta-feira Santa, 2010

Nesta época festiva
De encontros e alegrias
Toda a vida se renova
Mudando o rumo dos dias!

Natureza e ser humano
Recolhem ensinamentos
De criação e de fé
Dada por estes momentos!

A Paixão e Sofrimento
A revolta e a temperança
São referências e hinos
Espelhados da Esperança!

G.V. Páscoa 2010

domingo, 14 de março de 2010

Exercício de Poesia

A partir do exercício "cadáver esquisito" construi um poema conjunto com as minhas crianças do voluntariado. Este consistiu em escrever duas frases, escondendo a primeira, enrolando o papel e mostrando apenas a segunda frase. De seguida cada criança escrevia a partir do sentido da frase mostrada outras duas frases ao seu critério. Eu iniciei e terminei o exercício. E este foi o resultado:

Na brisa do vento, no brilho do sol
os sorrisos das crianças alegram o mundo
O amor é muito belo é por isso que há namorados
A amizade serve para construir amigos
Os amigos são bons
Eu confio nos meus amigos
É bom ter amigos por perto
Eu sou uma boa menina.
Ela é feia a menina.
Mais,... Eu sou mais bonito menino.
Meninos bonitos do meu coração
levo-vos comigo numa canção.

Dia da Poesia 21 de Março

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Poesia, o Museu do Neo-Realismo convida aqueles que queiram participar com declamações ou leituras sobre o tema CÁRCERE E LIBERDADE.
GENTE VIVA estará presente!

Domingo, 21 de Março Hora: 16h00 Inscrição gratuita junto do Serviço Educativo do MNR

3º Encontro de Poetas do Concelho de V. F. Xira

Dia 20 de Março, às 15.30h, apresentação e leitura de poesia dos seguintes autores: Cristina Moita, Mel de Carvalho, Sara Rodrigues. Com a colaboração dos grupos de poetas da Póvoa e Gente Viva de Vila Franca de Xira. O Encontro terminará com a actuação do Grupo Coral “Ares Novos”.
Biblioteca Municipal de Quinta da Piedade.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Algum dia, político

Algum dia, político

Este governo, que a desgraça tombou,
De conflito, por suspeição, em política,
Na alma lusitana ressuscitou,
O vitupério, a intriga, a ignomínia,
Já descura e olvida o escárnio,
E sente deleite no seu mal dizer,
Porque esquecido, sofre e agonia,
Nas dúvidas e nas dívidas que contrai,
As primeiras que nunca retira,
As outras, que as pague alguém.
Mordaz, afia a língua, lança a perfídia,
Sopra a voz, com a força que o fôlego tem,
Não olha a meios, nem olha a quem,
Furta, rouba, fere e mata, espolia,
Apenas por um mísero vintém.
De bestas armados, os velhos lusitanos,
Que os Descobrimentos fizeram piratas,
Na febre do ouro há quinhentos anos,
Lágrimas viúvas, namoradeiras, inatas,
Que pelos séculos perduraram e o choro,
Se mantém vivo, qual memória, despojado,
Sem puritanismos, decência ou decoro,
Continua a roubar, descarado.
Mas o ladrão, esse, subiu de posto,
Deposto o Rei, deixou o povo e virou fidalgo,
Deixou para trás uma vida infeliz e pobre,
Cresceu com a República, viveu a ditadura,
Fazendo do povo Zé, uma alma nobre.
Atirou-se à revolução, fez-se democrata,
De nobre fidalgo a banqueiro ou accionista,
Largou o fraque e passou a usar gravata,
Óculos de sol, mas braços de carteirista.
Portucale que te calaram, eu não esqueço,
Submarinos em leilão de supermercado,
Em mares que ainda hoje desconheço,
Não vos vi, nem cor, em algum lado.
Puxaste, por diplomas que eram falsos,
Por Freeport’s, ficaste em agonia,
Para ocultar um escândalo, um maior ainda,
Perdeu fé, este povo, que a Igreja renuncia.
Não tem mais ninguém em quem acreditar,
Vive afinal pobre e infeliz, mas vai à bola,
Não sei se para esquecer, se para lembrar,
Que o exemplo não nasce na escola.
Ouve-se o tumulto, em fundo,
Gritam-se palavras de ordem, manifestações,
Perde-se a gala, infunde-se o medo,
Fazem-se comícios, convocam-se eleições,
Compram-se sondagens e outros estudos,
Perde o forte, que fica fraco, muda o poleiro,
Muda-se a voz, mantém-se a crítica em tudo
As mesmas palavras, soezes, em devaneio,
À noite, em pensamentos, relembramos,
Projectos de vida que outrora fizemos,
Tudo quisemos ter e nada temos,
Só pesadelos e as lágrimas que soltamos,
Acordamos mal dormidos e pior despertos,
Praguejamos aos filhos e na mulher batemos,
Na rua impropérios ao trânsito largamos,
Em vielas e avenidas do desespero,
Ah, desditoso viver inebriante,
Que nos embriagas de ilusões,
Cala-me a raiva da impotência do poder,
Que podia eu mais, mas não sou mandante,
Pois se o fosse, muitas seriam as mutações,
Que todos desejam, mas ninguém as quer,
Chora-me a alma, turva-se a mente,
Em altruísmo selo o meu pensamento,
Que p’ra mandar não preciso doutoramento,
Mas apenas sentir, o que sente esta gente.